quinta-feira, 13 de maio de 2010

Valeu a pena!

Assim como diria o cantor "O Rappa" em sua música "Pescador de Ilusões"; valeu a pena! Valeu a pena, Fulham.

A dramática e emocionante final da UEFA Europa League não terminou como os torcedores Cottagers esperavam, mas o Fulham mostrou, mais uma vez, que pode sim enfrentar de igual para igual as grandes equipes do futebol mundial.
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Táticamente, o Fulham foi o vencedor do duelo de 90 minutos. Dentro da postura imposta por Roy Hodgson, os brancos souberam segurar o ímpeto ofensivo do rival e reagir quando necessário.
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Porém, só não seguraram o acaso, a sorte.
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Aos 32 minutos, Sérgio Aguero chutou torto e a bola se ofereceu ao uruguaio Diego Forlan abrir o placar. Mas não vamos criticar a falta de sorte neste lance oportuno, pois minutos antes a mesma ajudou o Fulham quando o atacante uruguaio ficou frente a frente com Mark Schwarzer e disparou na trave.
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Os brancos, agora, teriam que deixar de lado a postura recuada e buscar o empate. Dito e efeito! O Fulham precisou de 4 minutos de pressão para igualar a decisão.
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Após uma jogada espetacular do valente Bobby Zamora, Gera levantou a bola nos pés de Simon Davies que, de voleio, marcou. O lado esquerdo da Nordbank Arena explodiu em alegria. Era, mais uma vez, a reação branca dando as caras na Europa League.


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Ao início da etapa final, durante os 20 primeiros minutos, o Fulham colocou os colchoneros na roda. Contra uma marcação adiantada, sem erros de passe e com maior velocidade de ataque, a equipe de Quique Flores foi obrigada a recuar.
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Dempsey havia entrado nesta segunda etapa, após 54 minutos de luta por parte de Bobby Zamora contra sua eterna lesão no Aquiles, que o incomoda desde os tempos de West Ham.
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Simon Davies, sem dúvidas, era o melhor atleta em campo neste momento do jogo. Atacando, marcando, participativo... Se não fosse pelo arqueiro De Gea, o galês teria, inclusive, virado o marcador.
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Quique Flores percebeu a visível melhora do Fulham e sacou o português Simão para a entrada de Jurado. Coincidência ou não, o Atlético voltou a ter o domínio das ações.
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O Fulham era novamente a equipe defensiva do jogo, embora agora apostasse veemente nos contra golpes de Gera e Davies, além das bolas lançadas diretamente à Dempsey e Nevland, que entrou no lugar do esgotado Damien Duff.

Porém, nada feito. Os atleticanos esbarraram na muralha Hughes e Hangeland, principalmente quando os ataques eram aéreos. Schwarzer interviu com competência quando necessário. Já as poucas investidas brancas não surtiram efeito. Prorrogação era o destino.
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Tempo extra, equipes cansadas, final de competição. Tudo parecia levar a decisão as penalidades.
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A própria "sorte", agora, parecia querer o mesmo. No fim da primeira parte do tempo extra, Diego Forlan avançou por Baird e cruzou. Após confusão, Aguero, à centímetros do gol, concluiu para fora.
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Contudo, na segunda parte, a sorte mudou e pareceu querer premiar a equipe mais qualificada individualmente, mas não necessariamente a superior. E contra a sorte - mais uma vez - ninguém não pode jogar.
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Aguero acreditou e alcançou uma bola lançada pela lateral do campo. O argentino encontrou espaço e cruzou para Forlan, que bateu de prima para o gol. Seu chute ainda resvalou na coxa de Hangeland e tirou qualquer possibilidade de defesa para Schwarzer.
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Infelizmente não havia tempo para os brancos criarem uma nova reação. O Atlético fazia 2 a 1, e o Fulham ORGULHOSAMENTE era o vice campeão europeu, o vice campeão da UEFA Europa League.
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FULHAM: Schwarzer; Baird, Hughes, Hangeland e Konchesky; Duff (Nevland 83), Murphy (Greening 117), Etuhu e Davies; Gera e Zamora (Dempsey 54).

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