segunda-feira, 17 de maio de 2010

É para ser reconhecido!

A trajetória mágica do Fulham chega ao fim
por Vitor Sergio.

O Fulham foi um dos primeiros clubes ingleses a ser comprado por milionários. Foi em 1997. Ao contrário dos que fizeram os ricaços que assumiram Chelsea e Manchester City, o egípcio Mohamed Al-Fayed não gastou os tubos para transformar o clube em uma potência instantaneamente. Ele fez um trabalho aos poucos, estruturando o tradicional clube do oeste de Londres, que conseguiu três acessos em cinco anos até chegar à principal divisão do futebol inglês em 2001.

De lá para cá, Al-Fayed mudou os planos de transformar o Fulham no “Manchester United do Sul da Inglaterra”, mas as mudanças estruturais foram suficientes para o clube conseguir se manter na Primeira Divisão desde então. Até que no fim da temporada 2007/2008, o Fulham estava praticamente rebaixado. Como última esperança, a direção demitiu o técnico Lawrie Sanchez e contratou o considerado ultrapassado Roy Hodgson.

Hodgson não só salvou o Fulham da degola, como na temporada seguinte realizou a melhor campanha do clube, o sétimo lugar no Campeonato Inglês passado, que o colocou o time na Liga Europa deste ano. E o técnico sempre trabalhou com os pés no chão: recuperou jogadores que já estavam em Craven Cottage, pediu contratações totalmente compatíveis com a realidade do clube e fez mais do que falou.

Só que o topo da passagem de Hodgson no Fulham viria justamente na Liga Europa que terminou nesta quarta. Ela começou na segunda fase eliminatória, eliminando o Vetra Vilnius. E depois ficaram para trás, Amkar Perm, CSKA Sofia, Basel, Roma, Shakhtar Donetsk, Juventus, Wolfsburg e Hamburgo. Só faltou superar o Atlético de Madri na final em Hamburgo, mas não deu. O Fulham se desdobrou, foi dominado no primeiro tempo, quando saiu com o empate em 1 a 1, foi melhor na etapa final, mas acabou sendo conservador demais (ou por querer os pênaltis ou por falta de pernas) na prorrogação e tomou o gol a quatro minutos do fim. E não dá para reclamar. Os espanhóis mereceram. Talvez, tenha faltado um dos maiores trunfos do Fulham: o Estádio Craven Cottage…

No Brasil existe a cultura do se esculhambar o vice-campeonato. Mas o Fulham tem muito a se orgulhar dessa “conquista”. É para fazer carreata e colocar o poster do time na parede do quarto. Uma campanha mágica de Roy Hodgson e companhia.
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Um comentário:

PINTO, Henrique. disse...

Take me home, Al-Fayed!

Para sempre juntos, Fulham! Bela campanha. Mostrou porque o futebol é apaixonante